#OJaraguáÉGuarani

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"Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando como um cruzado, pelas causas que comovem como a escolarização das crianças, a reforma agrária, a universidade necessária e a SALVAÇÃO DOS ÍNDIOS. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas."

                                                    Darcy Ribeiro - Antropólogo, Sociólogo e Escritor Brasileiro.

Sobre as Comunidades

Tangenciado pelas rodovias Rodoanel, Bandeirantes e Anhanguera, o Jaraguá é chamado de Cinturão Verde de São Paulo. Além de ser o ponto mais alto da cidade, é uma região declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, como reserva da biosfera da Mata Atlântica. E é lá, no pico do Jaraguá, numa área de 1,7 hectares, que existem seis aldeias indígenas do povo Guarani M’bya.

 

Nessas terras - há apenas 30 minutos de carro da Praça da Sé - vivem 800 guerreiras e guerreiros divididos entre suas culturas tradicionais e as muitas solicitações do mundo exterior. Afinal, já não há mais animais que a tribo possa caçar, o rio está poluído e não existem terras suficientes para cultivar alimentos. Somando esses fatores ao avanço da urbanização nos territórios indígenas, as comunidades do Jaraguá se tornaram símbolo de batalha e resistência, onde apesar de suas dificuldades, continuam cultuando e reverenciando com muito amor e alegria, suas culturas e ancestralidades. 

 

Essas comunidades detêm o triste recorde de serem as menores tribos indígenas brasileiras em número de população. São seis aldeias, as três maiores se chamam Tekoá Pyau, Tekoá Ytu e Tekoá Itakupe. O termo Tekoá significa aldeia guarani, porém não se reduz ao lugar habitado pelo grupo. Literalmente, Tekoá significa o modo de ser guarani – um conjunto de preceitos para a vida, em consonância com os regramentos herdados pelos antigos guaranis.

 

Dos 800 indígenas que vivem no parque, ao menos metade são crianças. Todas frequentam a mesma escola municipal - Centro de Educação e Cultura indígena (CECI Jaraguá) que possui classes do primeiro ano da Educação Básica até o último ano do Ensino Médio. Os jovens são alfabetizados em português e guarani desde cedo. Alguns membros da aldeia cursam ensino superior, mas a maioria dos jovens estudam apenas para ter um trabalho dentro da própria comunidade, e não para sair dela.

 

Na UBS (Unidade Básica de Saúde) – que, assim como a escola, atende todas as seis aldeias nos arredores - existem apenas dois clínicos gerais. O espaço e o número de profissionais é razoável, no entanto, para algumas comunidades é muito difícil acessar a UBS por falta de transporte público. Além disso, quando necessitam de algo mais específico, os indígenas precisam procurar hospitais em outras partes da cidade, o que dificulta mais ainda o tratamento de saúde dos mesmos. Para suprir essa falta nas demandas da área de saúde, somada a falta de condições financeiras para comprar remédios nas farmácias, os guaranis mantêm sua cultura e tradição pautada também no uso de medicamentos naturais, retirados da própria mata. O conhecimento dos efeitos medicinais das plantas é passado de geração em geração por uma das lideranças da aldeia. 

 

IBAMA, FUNAI, CETESB e outras entidades ajudam os povos indígenas brasileiros a defender a floresta. Povos estes que resistem para preservar o seu ambiente e seu estilo de vida em harmonia com a natureza. Lutam contra a especulação imobiliária, e também contra projetos de mineração e desmatamento, para que as gerações futuras possam crescer no meio de árvores e animais. A luta indígena deve ser de todos nós!

Ajude essa causa

500 Terry Francois Street 

San Francisco, CA 94158

Tel: 123-456-7890

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